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domingo, 21 de novembro de 2010

HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO



O quarto da filme da série é na minha modesta opinião, o melhor. Tudo em O Cálice de Fogo funciona melhor, e aquele difícil equilíbrio entre ser um filme para adultos ou para crianças é finalmente encontrado e explorado, além do fato de que a dinâmica e a construção argumentativa são interessantes, e ao mesmo tempo que não se complicam de mais ou não se tornam obscuras demais como em O Prisioneiro de Azkaban, não subestimam a inteligência dos espectadores não-crianças que acompanham a película.

O grande responsável por isso é o diretor Mike Newell, conhecido mundialmente pelo ótimo Quatro Casamentos e Um Funeral. Newell consegue aliar movimentos rápidos de câmera, como o filme exige, a um bom andamento total da coisa. O Cálice de Fogo é um filme veloz, mas devido ao excelente feeling do diretor nada sai atropelado, e tudo se mostra muito preciso e devidamente encaixado e explicado, o que propicia o aparecimento de um gostoso e afiado roteiro. Nada de obscuridade ou fantasia demais; Newell consegue agradar a gregos e troianos levando ao contentamento todos os tipos de público que possam querer acompanhar o filme.

A sequência final do labirinto é simplesmente o melhor momento da série, que ainda conta com a primeira aparição real de Ralph Fiennes no papel de Lorde Voldemort, agregando talento e experiência a uma série que em alguns momentos se perde pela falta de atributos como estes. Além disso, Newell consegue dar grande leveza e grande confiança aos atores, fazendo com que Radcliffe alcance neste filme sua melhor atuação.

O Cálice de Fogo pode até não ser um clássico do cinema, porém, entre os filmes da saga do bruxinho é o que mais flerta com essa posição, sendo de longe o melhor, mais belo e mais divertido momento da saga que já dura nove anos e que ainda tem mais um filme para nos mostrar. Infelizmente Newell abandonou a direção da série, e levou com ele todo o avanço e toda a magia com que o Cálice de Fogo nos brindou. Três filmes já foram feitos da série após O Cálice de Fogo, e nenhum deles chegou perto de alcançá-lo, e pelo andar da carruagem acho difícil o último superá-lo também.


NOTA: 9,0

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN


Considerado por muitos o melhor filme da saga até o momento, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é, em minha opinião, o mais difícil de analisar dos filme do bruxinho, e para já adiantar um pouco o que virá logo após, eu discordo da maioria, e não só não o acho melhor da saga, como em minha opinião ele é o mais fraco.

O motivo de minha opinião, é o mesmo daqueles que o acham o melhor da saga: o diretor mexicano Alfonso Cuáron. Que Cuáron é o melhor diretor que passou pela saga até o momento é claro, entretanto, acredito que sua alta capacidade de direção não caiu bem em uma saga que não exigia tanto talento, tornando as coisas exageradas, deslocadas em alguns momentos e o pior, adulto demais. Se Columbus deixava a saga infantil demais, Cuáron foi ao outro extremo, e transformou o filme em algo adulto demais, totalmente obscuro (muito mais do que sugere o roteiro), soturno, escuro e que flerta em vários momentos com gêneros como o terror e o suspense, ou seja, a fantasia infantil deu lugar a um filme adulto demais, e, se levarmos em consideração que grande parte dos espectadores de Harry Potter são crianças, Cuáron se esqueceu completamente deles na construção de seu filme.

O meio termo, que agradaria tanto crianças quanto adultos de uma forma natural e por si só, ainda não foi alcançado, e ao contrário disso, temos um filme muito duro, e que por mais que agrade à crítica e alguns fãs, essa sensação de agrado vem por algo criado pelo diretor, e não intrínseco a saga, o que leva o espectador a uma ilusão, já que ele gosta de algo próprio de Cuáron e não de Harry Potter.

Outra crítica minha a este filme, é o pouco aproveitamento de Gary Oldman no papel de Sirius Black, que poderia contribuir muito mais para o bom andamento da fita. Do resto, tudo evoluiu, tanto na parte artística, quanto técnica, quanto na assimilação dos personagens por parte dos atores sejam eles mirins ou adultos.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é um filme ilusório, duro, difícil e obscuro demais para uma saga que não tem essa intenção, e o culpado atende pelo nome de Alfonso Cuáron, que é um diretor bom demais para uma saga que como um todo não merece e não consegue suportar seu talento.


NOTA: 6,0

terça-feira, 9 de novembro de 2010

HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA


O segundo filme da saga do bruxinho, lançado dois anos após o primeiro, mostra uma evolução muito interessante em relação ao primeiro filme. Tudo soa mais natural, a história, Columbus, os atores mirins, os próprios atores mais rodados, a cenografia, em suma, tudo. Harry Potter e a Câmara Secreta, acerta por colocar uma interessante maturidade no roteiro e nas ações, mas sem perder aquele caráter um pouco infantil, o que torna esta segunda parte muito mais acessível, seja qual for o público que resolver assistir à este filme.

Chris Columbus continua assinando a direção, e se mostra muito mais solto, o que ajuda e muito o andamento da fita. Logicamente, que Columbus ainda não é um gigante na arte de conduzir uma câmera, porém, é impossível não notar a evolução do diretor do primeiro filme para este, assim como é impossível não notar a evolução do trio mirim, que já se acostumou um pouco mais com o universo e com os personagens em si, não obstante, o trabalho por parte dos atores mirins de caracterização dos personagens está muito mais madura e interessante.

O roteiro também evolui, porém ainda esbarra em muitos detalhes, e dá importância a elementos que me parecem desnecessários; e a prova disso é a duração do filme, que é o maior de todos da saga até o momento, mesmo segundo livro não chegando nem perto de ser o mais longo. O aparato técnico e artístico continua impecável, assim como os atores mais experientes, que ainda contaram com um reforço; o excelente e vibrante Kenneth Branagh.

A evolução é visível, e se no primeiro filme temos explícitas as dificuldades para apresentar ao espectador uma nova história e um novo universo, o segundo já se aproveita do estabelecimento desse universo para criar uma magia que poucas vezes foi superada na saga. Leve, divertido e que consegue balancear bem suas qualidades e seus defeitos, Harry Potter e a Câmara Secreta, se mostra até hoje um dos melhores momentos da saga.


NOTA: 8,5

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL


Dirigido por Chris Columbus, conhecido por filmes com temáticas infantis ( como os dois primeiros Esqueceram de Mim), A Pedra Filosofal, esbarra na dificuldade que a maioria dos primeiros filmes que contam uma saga fantasiosa ou fictícia e coisas assim possuem, mostrar ao espectador um universo desconhecido, explicá-lo e situá-lo de uma forma consistente a ponto de engatilhar o espectador para o próximo momento, ou seja, o próximo filme, e de certo modo o filme escorrega bastante nesse sentido.

As coisas não soam tão claras assim, e Columbus acaba se perdendo um pouco no ponto em que não sabe muito bem se "infantiliza" tanto o negócio ou não. A opção do diretor foi pelo sim, e A Pedra Filosofal soa infantil demais em alguns momentos, o que nos leva a uma ideia estranha da saga, onde não fica muito claro ao espectador o que esperar de tudo aquilo. O elenco ainda é muito cru e tem falhas visíveis e dificuldades normais, porém já mostra um interessante potencial, entretanto, por outro lado, o aparato técnico e artístico se aliam a atores experientes que seguram muito bem as pontas como Maggie Smith, o falecido Richard Harris e o impagável Alan Rickman.

Dificuldades a parte do roteiro, da direção e do próprio elenco juvenil, me soam até certo ponto normais, e não atrapalham o embrião de nascer. A Pedra Filosofal é o primeiro passo de um fenômeno e tem seus créditos por isso. Por mais que a saga só ganhe corpo nos filmes seguintes, vale a pena uma conferida no primeiro também.



NOTA: 7,0

SAGA HARRY POTTER!


Bom, daqui há alguns dias estréia o sétimo filme da saga que tomou conta do mundo e que conquista cada vez mais fãs. O fenômeno Harry Potter atinge a todos os públicos e a todas as idades, sendo assim, achei interessante fazermos uma pequena retrospectiva sobre a saga do bruxinho antes de apreciarmos o novo petardo no cinema. Desse modo, darei, de forma bem sucinta, minha opinião sobre os filmes anteriores. Vamos lá então!!

domingo, 7 de novembro de 2010

QUERIDO JOHN


Ficha Técnica

Título Original:Dear John
Gênero:Romance
Duração:105 min
Ano De Lançamento:2010
Site Oficial:http://www.queridojohn.com.br
Estúdio:Relativity Media / Temple Hill Entertainment
Distribuidora:Sony Pictures Releasing
Direção: Lasse Hallström
Roteiro:Jamie Linden, baseado no livro de Nicholas Sparks
Produção:Marty Bowen, Wyck Godfrey e Ryan Kavanaugh
Música:Deborah Lurie
Fotografia:Terry Stacey
Direção De Arte:Mark Garner
Figurino:Kathryn Langston
Edição:Kristina Boden
Efeitos Especiais:& Company


Elenco

Channing Tatum (John Tyree)
Amanda Seyfried (Savannah Curtis)
Richard Jenkins (Sr. Tyree)
Henry Thomas (Tim Wheddon)
D.J. Cotrona (Noodles)
Cullen Moss (Rooster)
Gavin McCullen (Starks)
Jose Lucena Jr. (Berry)
Keith Robinson (Capitão Stone)
Scott Porter (Randy)
Leslea Fisher (Susan)
William Howard Bowman (Daniels)
David Andrews (Sr. Curtis)
Mary Rachel Dudley (Sra. Curtis)


Sinopse

John Tyree (Channing Tatum) é um jovem soldado que está em casa, licenciado. Um dia ele conhece Savannah Curtis (Amanda Seyfried), uma universitária idealista em férias por quem se apaixona. Eles iniciam um relacionamento, só que logo John precisará retornar ao trabalho. Dentro de um ano ele terminará o serviço militar, quando poderão enfim ficar juntos. Neste período eles trocam diversas cartas, onde cada um conta o que lhe acontece a cada dia.



CRÍTICA


Antes de ver este filme, confesso que o segurei nas mãos, olhei, analisei, e desisti de assisti-lo por várias vezes, até que eu vi uma coisa nele que ainda não havia reparado, e que se transformou no fator que me convenceu a encará-lo; o diretor sueco Lasse Hallströmm, por quem eu possuo grande admiração, devido aos seus trabalhos anteriores como Minha Vida de Cachorro, Chocolate e o belíssimo e emocionante Sempre Ao Seu Lado.

Eu sei muito bem o que esperar de um filme de Hallström, já que o diretor possui um perfil e um estilo muito bem definido, e que possui pouquíssimas variações ao longo dos anos e dos filmes. Sendo assim, Querido John possui todo o corpo de um filme de Hallström: movimentos sutis, porém bem definidos, sutileza e leveza na condução tanto da câmera quanto dos atores, e uma incrível capacidade de sensibilizar o espectador apenas pela apreensão das imagens e dos aparatos técnicos e sonoros, os quais o diretor usa muito bem. Dessa forma, temos que Hallström é o diferencial de Querido John, e o que faz com que o filme seja "assistível". A direção, assim como a fotografia, e a trilha sonora são bem felizes e conseguem criar um clima interessante e que perpassa por toda a película.

Dito isto, vamos começar a elencar os problemas deste romance que não chega a ser meloso e nem apelativo, mas que esbarra em uma mesmice e em alguns momentos desnecessários. O roteiro é baseado em um livro de Nicholas Sparks, o mesmo escritor de Um Amor Para Recordar ( se eu não me engano) e de Diário de Uma Paixão, e verificamos aqui o mesmo fio condutor dos outros filmes baseados em livros de Sparks, ou seja, o amor que supera todos os obstáculos e dificuldades. A história é simples: um cara que está de férias do exército, se apaixona pela pura e altruísta mocinha e os problemas começam quando este volta para a guerra. O roteiro acerta na questão da comunicação entre os dois, já que as cartas jamais perderão seu charme, entretanto esbarra em situações chatas e totalmente evitáveis ( como o fato da mocinha reconstruir uma casa por pura caridade, ou a briga dele com o carinha que tem ciúme da menina).

O que acontece então, é que nos deparamos com um romance que não sabe muito bem aonde quer chegar e que derrapa demais, prejudicando seu bom andamento, e dificultando sua saída de uma categoria mais piegas dos atuais filmes do gênero. O elenco, não acaba firmando bases muito interessantes, pois os protagonistas ( Channing Tatum e Amanda Seyfried), ainda são atores muito jovens e não seguram a barra muito bem, principalmente ela que tem uma difícil personagem nas mãos, principalmente na parte final  do filme. Já ele, é ajudado pelo personagem, que por ser um militar possui aquele perfil mais sério, o que esconde um pouco sua falta de expressão ao longo do filme. Destaque apenas para a participação de Henry Thomas, o eterno Elliot de E.T. - O Extra terrestre.

Se levarmos uma comparação entre os dois outros filmes do autor, este aqui ficaria a frente de Um Amor Para Recordar e bem atrás do cativante e belo Diário de Uma Paixão, até pelo fato de que Querido John não é inovador, não possui reviravoltas, e a partir do minuto 20 da fita você já consegue adivinhar todo o resto, e acredite, o final vai ser exatamente como você imaginou, ou melhor como você já viu várias outras vezes, em vários outros filmes, que de um jeito ou de outro são exatamente como este, e olha que Hallström ainda salvou um pouco , mas como diria Aristóteles: "Não se faz verão com apenas uma andorinha".



NOTA: 5,0

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O VENTO SERÁ TUA HERANÇA


Ficha Técnica

Título Original: Inherit the Wind
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 1960
Origem: Estados Unidos
Duração: 128 minutos
Tipo: Longa-metragem
Direção: Stanley Kramer
Roteiro: Nedrick Young, Harold Jaocb Smith




Elenco

Spender Tracy (Henry Drummond)
Fredric March (Matthew Harrison Brady)
Gene Kelly ( E. K. Hornbeck)
Dick York (Bertram T. Cates)
Donna Anderson (Rachel Brown)


Sinopse

O filme é inspirado em um caso real, o "Processo do Macaco de Scopes", como foi chamado o caso do Estado do Tennessee contra o professor de biologia John Thomas Scopes, ocorrido em Dayton, 1925. O professor foi julgado por ensinar a teoria da Evolução em uma escola pública.



CRÍTICA


Já tem algum tempo, que não escrevo sobre um filme mais antigo, um filme mais clássico, ou o nome que quiserem dar. Sendo assim, resolvi retomar isto, e escrever um pequeno texto sobre este, que é facilmente um dos filmes mais fascinantes e brilhantes que já vi, porém ao mesmo tempo, um dos mais duros e complexos. Vale ressalva, que a Ficha Técnica que postei acima, assim como o elenco, está um pouco diferente que o normal, tudo isso se dá, por uma pequena dificuldade em encontrar os dados do filme. Dito isto, vamos ao que importa, ou seja, a crítica.

Stanley Kramer roda esse filme de tribunal, um ano antes daquele que talvez seja o seu maior sucesso, ou seja, o super-clássico O Julgamento de Nuremberg, e já mostra que leva jeito para esse tipo de modelo de filmagem. A história é simples: um professor que resolve ensinar o darwinismo em uma pequena cidade estadunidense, é preso e julgado por este ato, já que a cidade é extremamente religiosa e não aceita esse tipo de ensinamento. Como se não bastasse, o caso desperta o interesse do país todo, se transformando em um grande espetáculo.

O embate criacionismo contra evolucionismo, é retratado de uma forma extremamente competente, com enfâse para os valores que se envolvem nesse tipo de discussão, ou seja, a liberdade de pensamento e de expressão. Todo mundo sabe, que os Estados Unidos é um país extremamente racista e fundamentalista, e Kramer é muito feliz ao longo de toda a fita, deixando esse aspecto bem claro ao espectador, ou melhor, àquele espectador, que não se identifica com a população da radical cidadezinha.

Kramer consegue ângulos incríveis, e recria um tribunal de forma violenta, contagiante e por que não dizer única, graças aos constantes movimentos de closes e aproximações que o diretor encaixa, se aproveitando de todas as formas possíveis de uma fotografia inspirada e em um elenco vibrante, cativante e certeiro.Outro destaque, vai para a melancólica e formal trilha sonora, que mistura arranjos clássicos com melodias religiosas cantadas pelo próprio povo da cidadezinha.

Para nos dedicarmos um pouco mais ao elenco, temos um Spencer Tracy brilhante no papel do advogado de defesa do professor, um Fredric March igualmente ótimo, porém com alguns pequenos exageros não comprometedores, e um Gene Kelly simplesmente impagável no papel do irônico e hilário jornalista que contrata o advoigado de defesa para o professor. Aliás, a grande frase do filme é do personagem de Kelly ( e olha que o filme tem vários momentos sensacionais), quando este afirma que Darwin estava errado, pois o homem ainda é um macaco, se referindo ao ostracismo e ao radicalismo dos religiosos.

O filme pode ser um pouco duro e difícil para pessoas pouco familiarizadas com o tema, ou para pessoas que não gostem muito de discussões acaloradas e troca de argumentos. O roteiro é certeiro, porém é rápido e complexo, se utilizando em alguns momentos de termos mais técnicos e exigindo um nível de inteligência do espectador que pode não agradar aos fãs mais "crepusculares" do cinema, se é que vocês me entendem...

Um filmaço. Kramer acerta a mão e cria uma obra espetacular, que agradará em cheio cinéfilos que apreciam bons argumentos e alta qualidade cognitiva em um filme, aqueles que não conseguem ver ou assimilar, fica meu sentimento de pena, mas como diria o personagem de Ramón Valdés, o eterno Seu Madruga em um episódio do igualmente eterno Chapolin Colorado: " existem coisas que apenas os inteligentes podem ver."


NOTA: 9,5



* Fontes: www.cineplayers.com; www.melhoresfilmes.com.br

domingo, 24 de outubro de 2010

O SUSPEITO


Ficha Técnica

Título Original:Rendition
Gênero:Drama/Ação
Duração:120 min
Ano De Lançamento:2007
Site Oficial:http://www.renditionmovie.com/
Estúdio:New Line Cinema / Dune Films / Anonymous Content / Level 1 Entertainment / MID Foundation
Distribuidora:New Line Cinema / PlayArte
Direção: Gavin Hood
Roteiro:Kelley Sane
Produção:Steve Golin, David Kanter, Keith Redmon, Michael Sugar e Marcus Viscindi
Música:Paul Hepker e Mark Kilian
Fotografia:Dion Beebe
Direção De Arte:Tony Noble e Harry Pain
Figurino:Michael Wilkinson
Edição:Megan Gill
Efeitos Especiais:Midnight Transfer


Elenco

Reese Whiterspoon (Isabella Fields El-Ibrahimi)
Omar Metwally (Anwar El-Ibrahimi)
Aramis Knight (Jeremy El-Ibrahimi)
Rosie Malek-Yonan (Nuru El-Ibrahimi)
Jake Gyllenhaal (Douglas Freeman)
Moa Khouas (Khalid)
Zineb Oukach (Fatima Fawal)
Yigal Naor (Abasi Fawal)
Laila Mrabti (Lina Fawal)
David Fabrizio (William Dixon)
Mounir Margoum (Rani)
Driss Roukhe (Bahi)
J.K. Simmons (Lee Mayer)
Meryl Streep (Corrine Whitman)
Bob Gunton (Lars Whitman)
Nava Ziv (Samia Fawal)
Raymonde Amsalem (Layla Fawal)
Simon Abkarian (Said Abdel Aziz)
Wendy Phillips (Samantha)
Peter Sarsgaard (Alan Smith)
Hassam Ghancy (Hamadi)
Najib Oudghiri (Omar Adnan)
Omar Salim (Rashid Salimi)
Alan Arkin (Senador Hawkins)
Anne Betancourt (Sharon Lopez)


Sinopse

Anwar El-Ibrahimi (Omar Metwally) está retornando aos Estados Unidos, após participar de uma conferência na África do Sul. Entretanto antes de desembarcar, mas já em solo americano, ele é retido por autoridades do governo. Isabella (Reese Whiterspoon), sua esposa, fica à sua espera no aeroporto, em vão. Anwar simplesmente desaparece, sem que Isabella ou qualquer outra pessoa saiba o que aconteceu com ele. Na verdade Anwar foi retido a mando de Corrine Whitman (Meryl Streep), que investiga a morte de cidadãos americanos em um atentado terrorista e desconfia que ele tenha algum envolvimento com um grupo perigoso no Egito, seu país-natal. Anwar é levado para fora dos Estados Unidos, onde passa a ser torturado com o objetivo de revelar as informações que sabe. Paralelamente Isabella busca a ajuda de um antigo amigo de escola, Alan Smith (Peter Sarsgaard), que agora trabalha como assessor de um senador (Alan Arkin).



CRÍTICA


Filme lançado há três anos atrás e que teve uma repercussão muito baixa, ainda mais quando levamos em consideração o alto calibre de seu elenco, que conta com a multi-premiada Meryl Streep, o naquele momento recente vencedor do Oscar de ator coadjuvante por Pequena Miss Sunshine Alan Arkin, além dos competentes Jake Gyllenhaal e Reese Whiterspoon. O que temos aqui é um drama com toques de aventura e ação, intercalando-se de uma forma dura e pouco acessível, o que provavelmente colaborou para a construção de uma baixa popularidade.

O filme se aproveita da paranóia pós- 11de setembro, e baseia seu roteiro em acontecimentos envolvendo nações islâmicas (no caso o Egito), ligadas ao terrorismo e a maneiras pouco humanitárias de se tratar suspeitos e criminosos por parte da nação americana. O filme é basicamente vários personagens ( e bota personagens nisso, são tantos que muitas vezes acabam por confundir o espectador) que se unem por um único fio, um ataque terrorista realizado por um homem-bomba no Egito e que matou um oficial americano da CIA. A partir daí a ação e o drama se desenvolvem de uma forma um pouco lenta, dura e por que não dizer gélida e bruta demais.

O diretor Gavin Hood não economiza drama em suas tomadas e se utiliza de uma forma pesada de condução para em algumas cenas elevar o negócio ao seu grau máximo. Por mais que a intenção do diretor tenha sido até boa, no quesito de querer ser realista ao extremo, esse extremo em alguns momentos se torna um exagero, criando momentos e cenas desnecessárias, que apenas prejudicam o andamento da fita e truncam ainda mais um roteiro que já é por si só complexo. A coisa é de um nível tão capiscioso, que apenas no final do filme, percebemos que o filme é atemporal, e mistura acontecimentos pré-atentado, com acontecimentos e desdobramentos pós-atentado.

Não sei se o roteiro possuía algum tipo de intenção de denúncia à forma de ação da CIA em alguns casos, mas se tinha não acertou muito a mão, já que neste quesito, o filme se perde um pouco, e não consegue explicar muito bem o que é o processo em questão e nem como funciona. Louvável apenas, o fato de que , na minha modesta opinião, Gavin Hood consegue ser o mais imparcial possível, sem denegrir a imagem de ninguém, o que é bom para o espectador que não vê mais um filme cheio de preconceitos, porém, esta falta de posição, é exatamente o que colabora para a sensação de distância entre o filme e o espectador. Tudo acontece muito longe, e não há envolvimento de quem assiste na história.

O elenco, cheio de bons nomes, esbarra em uma Streep que parece não ter feito muita questão de trabalhar seu personagem e em uma Whiterspoon abaixo de seu talento, em uma interpretação murcha e cheio de melodramatismo exagerado. Arkin é simpático e por aparecer pouco, não prejudica e nem abrilhanta o filme, que tem seus melhores momentos em um Peter Sarsgaard discreto, porém competente e em um Gyllenhaal centrado e bem disposto ao personagem, o que o torna o melhor do elenco.

No final das contas, O Suspeito é comum, não inova e não possui nenhum atributo que se mostre realmente interessante, transformando-o em um filme básico, e que será visto apenas esporadicamente por fãs mais prestativos e que se dedicam a procurar filmes mais esquecidos por público e crítico. Surgiu quieto, passou quieto e cairá quieto no esquecimento como qualquer filme mediano e comum cai. Destino traçado para um filme que apenas faz o que outros já fizeram e da mesma forma.


NOTA: 5,0

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

JUSTIFICATIVA

Pessoal, ando meio sem tempo para atualizar o blog, já que meu TCC está nos seus últimos momentos, e como todo bom TCC, ele tem transformado minha vida em algo que ela quase nunca foi: uma vida ocupada, ahuahuauhauhuha! Assim sendo, peço a paciência de todos os frequentadores até o dia 3/11/2010, quando entregarei o texto final, fazendo com que tudo volte ao seu fluxo normal.

Obrigado!

domingo, 10 de outubro de 2010

FÚRIA DE TITÃS


 Ficha Técnica

Título Original:Clash of the Titans
Gênero:Épico
Duração:118 min
Ano De Lançamento:2010
Site Oficial:http://www.furiadetitas.com.br
Estúdio:Warner Bros. Pictures / Legendary Pictures | Thunder Road Film / The Zanuck Company
Distribuidora:Warner Bros. Pictures
Direção: Louis Leterrier
Roteiro:Travis Beacham, Phil Hay e Matt Manfredi, baseado em roteiro de Beverley Cross
Produção:Kevin De La Noy e Basil Iwanyk
Música:Stephen Coleman
Fotografia:Peter Menzies Jr.
Direção De Arte:Patricio M. Farrell e James Foster
Figurino:Lindy Hemming
Edição:David Freeman e Vincent Tabaillon
Efeitos especiais:CEG Media / Moving Picture Company / Neil Corbould Special Effects / The Visual Effects Company


Elenco

Sam Worthington (Perseus)
Ralph Fiennes (Hades)
Liam Neeson (Zeus)
Gemma Arterton (Io)
Danny Huston (Poseidon)
Izabella Miko (Athena)
Alexa Davalos (Andromeda)
Mads Mikkelsen (Draco)
Polly Walker (Cassiopéia)
Jason Flemyng (Acrisius)
Kaya Scodelario (Peshet)
Hans Matheson (Ixas)
Nathalie Cox (Artemis)
Tamer Hassan (Deus da Guerra)
Vincent Regan (Kepheus)
Luke Evans (Apollo)
William Houston (Ammon)
Ian Whyte (Xeique Sulieman)
Luke Treadaway (Prokopion)
Martin McCann (Pheadrus)
Nina Young (Hera)
Pete Postlethwaite
Liam Cunningham
Nicholas Hoult


Sinopse

Perseu (Sam Worthington) descobre que é o filho mortal de Zeus (Liam Neeson), mas recusa-se a aceitar tal condição. Contudo, para salvar a cidade de Argos da fúria dos deuses do olimpo e da vingança de seu tio Hades (Ralph Fiennes), ele vai ter que enfrentar uma perigosa jornada contra terríveis criaturas como a Medusa para salvar os simples mortais e a bela Andrômeda (Alexa Davalos) do sacrifício para o monstro Kraken



CRÍTICA


O mês de outubro tem sido um mês complicado para eu postar por aqui, pois estou bem atarefado, mas para não deixar tudo no vácuo decidi dedicar algumas linhas a esta refilmagem do cult homônimo de 1981. É claro que algumas coisas foram alteradas, além do fato de o antigo possuir muito mais charme e ser muito mais fiel à mitologia grega em si.

Fúria de Titãs é visivelmente um filme comercial e que possui a única intenção de ganhar rios de dinheiro nos cinemas, não se importando nem um pouco com a qualidade da história ou mesmo a fidelidade ao tema que trata. A fantasia está em alta no cinema, seja ela com vampiros, lobisomens ou o que seja, tudo dá dinheiro e atrai fãs desavisados para enriquecer os cofres dos estúdios. Só não consigo entender quem foi o "inteligente" que enfiou o Kraken na mitologia grega, já que qualquer pessoa que tenha um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, ou que tenha assistido à Saga de Poseidon dos Cavaleiros do Zodíaco  (hehehehe), sabe que o Kraken é um monstro da mitologia nórdica.

Tirando este e outros erros perdidos pelo meio, ainda não conseguimos encontrar um roteiro consistente, sendo que é nítida a intenção de tapar os buracos do mesmo, com efeitos especiais gigantescos e essa parafernália de 3D que faz com que qualquer coisinha tenha que explodir na tela , o que venhamos e convenhamos é um saco.

A direção, assinada por Louis Leterrier, que eu particularmente desconheço, é comum e sem sal, que se limita a dar ênfase às maravilhas da tecnologia e se esquece de que em alguns momentos uma tocada mais leve ou um movimento mais criativo também fazem parte de um grande show, se aliam a um trabalho veloz e bruto de edição, que faz com que o filme tenha uma velocidade absurda e atropele tudo o que vê pela frente, incluindo o próprio roteiro. Para não crucificarmos tudo, confesso que achei bem legal a representação feita do Olimpo e o Pégaso que ficou excelente.

O elenco tem bons nomes, e é daí que sai algo que te faz respirar e ver que nem tudo está perdido, já que Fiennes e Neeson (no mesmo filme novamente, nos fazendo lembrar do fenomenal A Lista de Schindler), nos papéis de Hades e Zeus respectivamente, conseguem criar bons momentos e mesmo longe de toda a capacidade que os dois possuem, colocam um pouco de dignidade na fita. Pete Postlethwaite faz uma pequena porém boa ponta como o pai adotivo de Perseu. Wortinghton (o mesmo de Avatar), está totalmente desconfortável como Perseu e por que não dizer perdido em vários momentos, mostrando uma fragilidade que apenas os atores medianos e fracos possuem, como se não bastasse, ainda preciso descobrir quem inventou que essa menina Gemma Arterton sabe atuar, já que assim como em O Princípe da Pérsia, sua apatia chega a ser contagiante.

Um blockbuster que possui a intenção clara de impactar e cativar um público menos exigente quando o assunto é cinema de qualidade. A verdade é que Fúria de Titãs está longe de ser o que seu progenitor foi, e mais longe ainda de ser um bom filme. Com vários erros e uma temática imprecisa e desconexa, o filme só não é uma perda total, pela presença de alguns nomes que o salvaram, mesmo assim é muito pouco para salvar esta fracassada tentativa de representar a Mitologia Grega em todo o seu esplendor.


NOTA: 4,0