Continuando com nosso serviço de indicação de filmes para nos acompanhar no período de férias, chegamos à indicação de:
UM TERROR: VIAGEM MALDITA
Considerado por muitos um dos grandes filmes de terror dos anos 2000, essa refilmagem de um terror de 1977 (que eu não vi), acerta ao aplicar golpes precisos no espectador e não apelar para clichês de susto e situações. Deserto sempre combina com situações desesperadores, alie isso a um trabalho excelente de maquiagem para a construção das anomalias dos "monstros" e você terá um bom motivo para assistir a esta fita. Não que o filme seja a grande pérola do terror dos anos 2000 como alguns desavisados andaram dizendo, mas vale a pena dar uma conferida.
“Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por compreendê-las.” (Baruch de Espinosa)
ENCONTRE AQUI
terça-feira, 20 de julho de 2010
FILMES PARA SE ASSISTIR NAS FÉRIAS!
As férias chegaram, e assim como eu (hehehe) tem muita gente morgando em casa. Assim sendo, venho através deste indicar alguns filmes que farão de suas férias uma experiência melhor ainda do que elas já são por si só! Dessa maneira, tentarei de forma bem resumida indicar pelo menos um filme por dia além de variar os gêneros para atingir todos os gostos. Comecemos então com:
UM CLÁSSICO: JUVENTUDE TRANSVIADA
Acompanhe um dos maiores mitos do cinema (James Dean) no papel que o consagrou, além de conferir aquele que talvez seja o primeiro filme a trazer de forma contundente e precisa os conflitos e batalhas da época de juventude. Repleto de cenas marcantes e situações cativantes, Juventude Transviada é com certeza um dos grandes momentos da história do cinema e se você ainda não o viu, aproveite o momento e não perca.
UM CLÁSSICO: JUVENTUDE TRANSVIADA
Acompanhe um dos maiores mitos do cinema (James Dean) no papel que o consagrou, além de conferir aquele que talvez seja o primeiro filme a trazer de forma contundente e precisa os conflitos e batalhas da época de juventude. Repleto de cenas marcantes e situações cativantes, Juventude Transviada é com certeza um dos grandes momentos da história do cinema e se você ainda não o viu, aproveite o momento e não perca.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
OS PRODUTORES
Ficha Técnica
Título Original:The Producers
Gênero:Musical
Duração:134 min
Ano De Lançamento:2005
Site Oficial:http://www.theproducersmovie.com/
Estúdio:Universal Pictures / Steiner Studios / Brooksfilms / Brooklyn Navy Yard
Distribuidora:Universal Pictures / Columbia Pictures
Direção: Susan Stroman
Roteiro:Mel Brooks e Thomas Meehan, baseados em roteiro de Mel Brooks e adaptação teatral de Mel Brooks e Thomas Meehan
Produção:Mel Brooks e Jonathan Sanger
Fotografia:John Bailey e Charles Minsky
Direção De Arte:Peter Rogness
Figurino:William Ivey Long
Edição:Steven Weinsberg
Elenco
Nathan Lane (Max Bialystock)
Matthew Broderick (Leo Bloom)
Uma Thurman (Ulla)
Will Ferrell (Franz Liebkind)
Roger Bart (Carmen Ghia)
Gary Beach (Roger De Bris)
Jason Antoon (Jason Green)
Fred Applegate (Sargento O'Toole)
Jim Borstelmann (Donald Dinsmore)
Kathy Fitzgerald (Shirley Markowitz)
Jon Lovitz (Sr. Marks)
Riley G. Matthews Jr. (Bailiff)
Jerry Richardson (Oficial O'Reilly)
Mel Brooks
Sinopse
Max Bialystock (Nathan Lane) é um produtor teatral astuto, que tem Leo Bloom (Matthew Broderick) como contador. Um dia Leo surge com o plano perfeito para conseguir muito dinheiro: arrecadar muito mais do que o necessário para produzir um show para a Broadway, que seja de antemão um fracasso garantido. A idéia é que, por ser um fracasso, ninguém espere receber algo, o que permitiria que Max e Leo embolsassem a diferença. A dupla segue o plano, iniciando a busca pela pior peça teatral já escrita. A escolhida é o musical "Primavera para Hitler", escrito por Franz Liebkind (Will Ferrell), que é produzida. Mas, para a surpresa de Max e Leo, a peça se torna um estrondoso sucesso.
Premiações
- Recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator - Comédia/Musical (Nathan Lane), Melhor Ator Coadjuvante (Will Ferrell) e Melhor Canção Original (""There's Nothing Like a Show on Broadway").
CRÍTICA
Em 1968, o gênio Mel Brooks filmava e mostrava ao mundo uma obra-prima chamada Primavera Para Hitler, mal ele sabia que esta obra lhe daria um Oscar e que muitos anos depois, este Oscar se transformaria em 12 prêmios Tony, devido ao musical da Broadway Os Produtores, que é a adaptação de Primavera Para Hitler. Assim sendo, este Os Produtores, filmado para o cinema é uma adaptação direta do musical da Broadway e uma adaptação indireta de Primavera Para Hitler (já comentada aqui no blog anteriormente).
Vale lembrar que a obra de 1968 era basicamente uma comédia com alguns números musicais, como já é de praxe nas obras de Brooks, mas não se tratava puramente de um musical, no que condiz ao conceito clássico do gênero. Todavia, a obra de 2005, é um musical do mais puro conceito do gênero, ou seja, músicas para todos os lados, e personagens dançando no meio da multidão e coisas do tipo.
Logicamente, que não estamos aqui, diante de uma adaptação no mesmo nível da obra de 1968, porém, no âmbito das adaptações e refilmagens, Os Produtores consegue não se sair tão mal, e se não consegue se igualar ao clássico Primavera Par Hitler, pelo menos se torna uma boa diversão e um bom musical, algo extremamente raro na primeira década dos anos 2000.
A originalidade do roteiro, e a piada geral que a situação cria, ainda são os grandes trunfos deste trabalho que perpassou o tempo, e que pouco foi igualado, no que diz respeito ao que analisamos neste parágrafo em específico. Os momentos e considerações casuísticas são hilários, e é impossível não se envolver no trabalho de dois pseudo-picaretas, por assim dizer. Brooks ajudou na produção e logicamente no roteiro, mostrando que onde está sua mão, a coisa anda e muito bem. A direção de Susan Stroman foca a tentativa de criação de um teatro na telona mesmo, e deixa claro a todo o momento que a intenção primordial é a criação de um show e não basicamente de um filme, o que faz com que a mesma exagere em alguns momentos; exagero que também pode ser encontrado um pouco no trabalho de direção de arte e maquiagem (ao contrário do figurino que está excelente), e na atuação de Uma Thurman, que não está bem em seu papel e não se sente a vontade na criação da personagem, além de não cantar muito bem. Por outro lado, o restante do elenco está ótimo; Nathan Lane e Matthew Broderick seguram bem a barra, e se não ultrapassam Wilder e Mostel da versão original, fazem bem seu papel, cantam com simplicidade e seriedade e interpretam de forma vibrante. Ferrell está hilário como o nazista escritor da peça, e Gary Beach estão muito bem como o diretor gay da peça.
Como último ponto a ser analisado, como todo bom musical, a trilha sonora tem que ser impecável, e se temos algumas músicas não muito vibrantes, canções como We Can Do It, I Wanna Be A Producer, Keep It Gay e a já clássica Spring Time For Hitler mostram que a coisa foi bem feita, afinal é impossível não rir ou até mesmo não arriscar alguns pedacinhos das canções, que é o que caracteriza um bom trabalho de composição deste tipo de fita.
É claro, que o original de Brooks é melhor, mas seria uma grande injustiça ficarmos apenas no campo da comparação, já que se Primavera Para Hitler é uma obra genial, e passou muito bem seu recado, podemos dizer que, de forma eficiente e sincera, Os Produtores fez a mesma coisa, porém sem o atributo na genialidade, o que venhamos e convenhamos não é pra qualquer um.
NOTA: 8,0
terça-feira, 13 de julho de 2010
SIMPLESMENTE COMPLICADO
Ficha Técnica
Título Original:It's Complicated
Gênero:Comédia Romântica
Duração:01 hs 58 min
Ano De Lançamento:2009
Site Oficial:http://www.itscomplicatedmovie.com/
Estúdio:Universal Pictures / Relativity Media / Waverly Films / Scott Rudin Productions
Distribuidora:Universal Pictures / UIP
Direção: Nancy Meyers
Roteiro:Nancy Meyers
Produção:Nancy Meyers e Scott Rudin
Música:Heitor Pereira e Hans Zimmer
Fotografia:John Toll
Direção De Arte:W. Steven Graham
Figurino:Sonia Grande
Edição:Joe Hutshing e David Moritz
Efeitos Especiais:Hammerhead Productions
Elenco
Meryl Streep (Jane)
Steve Martin (Adam)
Alec Baldwin (Jake)
John Krasinski (Harley)
Lake Bell (Agness)
Mary Kay Place (Joanne)
Rita Wilson (Trisha)
Alexandra Wentworth (Diana)
Hunter Parrish (Luke)
Zoe Kazan (Gabby)
Caitlin Fitzgerald (Lauren)
Emjay Anthony (Pedro)
Nora Dunn (Sally)
Bruce Altman (Ted)
Robert Curtis Brown (Peter)
James Patrick Stuart (Dr. Moss)
Peter Mackenzie (Dr. Allen)
Sean Hamrin (Oliver)
Valente Rodriguez (Reynaldo)
Sinopse
Santa Barbara. Jane (Meryl Streep) é mãe de três filhos e mantém uma relação amigável com Jake (Alec Baldwin), seu ex-marido, de quem se separou há dez anos. Quando eles se encontram para a formatura de um dos filhos, fora da cidade, surge um clima e eles passam a ter um caso. Só que Jake é agora casado com Agness (Lake Bell), o que faz com que Jane torne-se sua amante. Paralelamente, Adam (Steve Martin) entra na vida de Jane. Ele é um arquiteto contratado para remodelar a cozinha do restaurante de Jane e, aos poucos, se apaixona por ela.
Premiações
GLOBO DE OURO
Indicações
Melhor Filme - Comédia/Musical
Melhor Atriz - Comédia/Musical - Meryl Streep
Melhor Roteiro
BAFTA
Indicação
Melhor Ator Coadjuvante - Alec Baldwin
CRÍTICA
Comédia romântica dirigida pelo já até bem conhecido por fãs do gênero Nancy Meyers, e que conta com um elenco extremamente poderoso, no caso, os veteranos Alec Baldwin e Steve Martin e a sempre competente e brilhante Meryl Streep. Partindo deste ponto, temos aqui os dois melhores aspectos do filme, já que afinal não estamos diante de uma história super original, ou de um todo genial por assim dizer.
Nancy Meyers é um diretor interessante, já que consegue deixar o filme correr de forma simples, leve e gostosa, o que é essencial para uma comédia como esta. Digo isto, devido ao fato de que tratamos aqui de uma fita, que mexe com situações e sentimentos de pessoas de meia-idade e todos os problemas entre suas relações, sejam elas entre casados, amantes, namorados ou mãe e filho, pai e filho e coisas assim. Dessa maneira, a leveza de Meyers faz com que o filme não se torne apelativo, ou até mesmo tratem de forma incorreta as maneiras de ver as coisas de pessoas que já não se encontram no auge de seus trinta anos.
Essa competência de Meyers se torna ainda mais importante, a partir do momento, que o mesmo escreveu um roteiro bem comum, e que não escapa das fórmulas básicas de uma comédia romântica, trazendo à baila situações comuns intercaladas com situações inusitadas da vida dos personagens. O que faz então, com que o filme tenha boas piadas e consigamos dar algumas risadas? A resposta para esta é simples: o elenco.
O trio de protagonistas está impecável, mas destaco entre os três a atuação de Baldwin, como o canastrão maio abobalhado que aparenta ser. Suas intervenções são as melhores da fita, e encontra em Streep e Martin, um bom respaldo e companhia. Destaco também a atuação de John Krasinski, como o futuro genro do casal central, que é disparado o melhor entre os coadjuvantes. Para completar a sessão das coisas boas do filme, faço jus ao ótimo trabalho de trilha sonora, que acompanha de forma precisa as situações do filme e colabora demais com o resultado final da fita.
Mesmo clichêzinho (com exceção de um bom final, apesar de ser aberto, o que sabemos que não é muito apreciado pelo público em si), Simplesmente Complicado, acaba se salvando por possuir elementos que fazem a diferença e conseguem reinventar os clichês. Não que isso transforme esta fita em uma comédia fantástica ou em um clássico imediato, mas comparando ao que o gênero anda fazendo por aí, esse aqui aparece até bem diante dos nossos olhos.
Nota: 7,0
Marcadores:
COMÉDIA,
ROMANCE,
SIMPLESMENTE COMPLICADO
terça-feira, 6 de julho de 2010
PASSAGEIROS
Ficha Técnica
Título Original:Passengers
Gênero:Terror
Duração:93 min
Ano De Lançamento:2009
Estúdio:TriStar Pictures / Mandate Pictures / Persistent Entertainment / Intuition Films / Senator International
Distribuidora:Sony Pictures Entertainment / Imagem Filmes
Direção: Rodrigo Garcia
Roteiro:Ronnie Christensen
Produção:Joseph Drake, Nathan Kahane, Julie Lynn, Judd Payne, Matthew Rhodes e Keri Selig
Música:Ed Shearmur
Fotografia:Igor Jadue-Lillo
Direção De Arte:Kendelle Elliott
Figurino:Katia Stano
Edição:Thom Noble
Elenco
Anne Hathaway (Claire Summers)
Andre Braugher (Perry)
Dianne Wiest (Toni)
David Morse (Arkin)
William B. Davis (Jack)
Ryan Robbins (Dean)
Clea DuVall (Shannon)
Don Thompson (Norman)
Chelah Horsdal (Janice)
Robert Gauvin (Paul)
Stacy Grant (Emma)
Patrick Wilson (Eric)
Elzanne Fourie (Emma - jovem)
Conner Dwelly (Claire Summers - jovem)
Sinopse
Claire Summers (Anne Hathaway) é uma jovem terapeuta designada por Perry (Andre Braugher), seu mentor, a dar orientação psicológica aos cinco sobreviventes de um terrível acidente aéreo. Ela enfrenta problemas ao ser confrontada por Eric (Patrick Wilson), que recusa sua ajuda e usa o acidente para tentar cortejá-la. Isto faz com que, paralelamente, Claire lute contra as iniciativas de Eric e os demais pacientes enfrentem dificuldades com as lembranças do acidente, distintas das explicações oficiais fornecidas pela companhia aérea.
CRÍTICA
Talvez eu não seja a pessoa mais indicada para comentar este filme que atende pelo nome de Passageiros, devido ao fato de que em grande parte de seu andamento, o mesmo me causou um efeito de intenso torpor, mais intenso mesmo, a ponto de causar sensações de descanso neste que vos fala. Para traduzir de forma bem leve o que disse acima, Passageiros me fez dormir como há muito eu não dormia vendo um filme.
O filme tem cara de suspense, mas não passa nem perto disso. Falamos aqui de um drama sobrenatural, que se utiliza de pitacos e elementos de filmes conhecidos de suspense como Os Outros e O Sexto Sentido, e acrescenta algo de Ghost no negócio, para criar uma atmosfera bem soturna e obscura, enquanto desenvolve um argumento complexo e que se baseia não só em um romance (como Ghost), mas o romance se baseia no restante da história.
O argumento central em si é até interessante, porém o diretor (...) não conseguiu desenvolvê-lo de uma forma interessante e até mesmo convincente, já que os buracos ao longo da fita são muitos, além do fato de a fita possuir um problema muito sério de andamento, onde temos um final que tenta empolgar pela força, para compensar um meio de filme absolutamente chato e maçante, são pouco mais de uma hora e meia que parecem intermináveis, devido ao lento e inconsistente desenvolvimento do roteiro.
Como se não bastasse; a inserção de um romance mais clichê que o restante do filme, e a revelação final, um pouco cedo, por assim dizer, prejudicam ainda mais a fita, tendo em vista, que o espectador ainda tem pela frente um bom pedaço de filme para assistir, já sabendo de tudo, o que passa uma impressão de que o diretor quis dizer o seguinte: “O espectador é burro, se acabarmos agora ele não entende, então vamos continuar para mastigar melhor”, em outras palavras, o filme subestima um pouco a inteligência do espectador.
Nem mesmo o bom trabalho do chorão Patrick Wilson no papel central, e a belíssima fotografia que mescla tons de azul com preto e cria uma sensação de além-mundo muito bonita e que condiz bastante com a temática da fita conseguem salvar o filme, pois o máximo que fazem é impedir que o filme passe aqui pelo blog sem levar uma nota mínima.
Um filme bem clichê e bem fraquinho, que consegue ser chato e preguiçoso de uma maneira bonita por assim dizer, mas nem só de elementos poéticos vive um bom filme, é necessário construir e mostrar bem estes elementos, afinal de boas intenções o inferno está cheio, mas de boas ações, e é isso que Passageiros é, um bom filme na teoria, porém a prática já não é possível classificar da mesma maneira.
NOTA: 3,0
quarta-feira, 30 de junho de 2010
APOLLO 13 - DO DESASTRE AO TRIUNFO
Ficha Técnica
Título Original:Apollo 13
Gênero:Drama
Duração:138 min
Ano De Lançamento:1995
Estúdio:Universal Pictures / Imagine Entertainment
Distribuidora:Universal Pictures / UIP
Direção: Ron Howard
Roteiro:William Broyles Jr. e Al Reinert, baseado em livro de Jim Lovell e Jeffrey Kluger
Produção:Brian Grazer
Música:James Horner
Fotografia:Dean Cundey
Direção De Arte:David J. Bomba, Michael Coreblith e Bruce Alan Miller
Figurino:Rita Ryack
Edição:Daniel P. Hanley e Mike Hill
Efeitos Especiais:Digital Domain
Elenco
Tom Hanks (Jim Lovell)
Bill Paxton (Fred Haise)
Kevin Bacon (Jack Swigert)
Gary Sinise (Ken Mattingly)
Ed Harris (Gene Kranz)
Kathleen Quinlan (Marilyn Lovell)
Mary Kate Schellhardt (Barbara Lovell)
Emily Ann Lloyd (Susan Lovell)
Miko Hughes (Jeffrey Lovell)
Max Elliott Slade (Jay Lovell)
Jean Speegle Howard (Blanche Lovell)
David Andrews (Pete Conrad)
Michele Little (Jane Conrad)
Bryce Dallas Howard
Sinopse
Três astronautas americanos a caminho de uma missão na Lua sobrevivem à uma explosão, mas precisam retornar rapidamente à Terra para poderem sobreviver, pois correm o risco de ficarem sem oxigênio. Além disto existe o risco de, mesmo retornando, a nave ficar seriamente danificada, por não suportar o imenso calor na reentrada da órbita terrestre.
Premiações
- Ganhou os Oscars de Melhor Edição e Melhor Som. Foi ainda indicado em outras 7 categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Ed Harris), Melhor Atriz Coadjuvante (Kathleen Quinlan), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Especiais.
- Recebeu 4 indicações no Globo de Ouro: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Ed Harris) e Melhor Atriz Coadjuvante (Kathleen Quinlan).
CRÍTICA
“Houston, we have a problem”. Esta é a frase imortalizada pelo filme (não sei se ela foi dita na missão real ou não), e que define todo o drama e agonia de astronautas presos a uma nave com falhas e que devido a isso não podem aterrissar na Lua, mesmo esta estando tão perto.
O filme reúne um elenco de hoje veteranos atores, mas de uma capacidade incontestável, que vão desde ao na época duplamente premiado com o Oscar Tom Hanks até o inconstante, porém sempre presente em bons filmes Kevin Bacon. Chega até a ser complicado falar de um elenco tão produtivo e vibrante, entretanto, se tivesse que realizar um destaque individual ficaria com o grande Ed Harris, que está ótimo em um papel característico seu, ou seja, aquele homem centrado e calmo, porém rígido e exigente, mas sem perder o lado humano, sem contar que Harris sempre foi um ator que me agradou muito.
Após mudar um pouco a estrutura de minhas críticas e falar primeiro sobre o elenco, vamos para a análise do filme em si. Baseado na história real da Apollo 13, e no seu insucesso em alcançar a Lua, pouco após o sucesso da Apollo 11 em 1969, o filme faz uma narrativa detalhada e bem estruturada, com começo, meio e fim bem delineados e presentes, isso faz com que o espectador não possua nenhum tipo de dificuldade em acompanhar as mais de duas horas de drama espacial.
Contudo, Apollo 13 não é só flores. Filmes que retratam viagens espaciais por si só, e que possuem sua ação muito centrada no interior na nave, em sua grande maioria acabam soando chatos, parados e maçantes.
Deve-se então dosar sempre uma coisinha aqui e outra ali para o filme não ficar chato e desinteressante. Um comentário como esse só poderia gerar uma associação do mesmo ao filme em questão, e este talvez seja o maior e mais presente defeito de Apollo 13; já que o filme possui uma parte da história, ou seja, ali na sua metade, em que nada acontece. Vamos clarear a questão: enquanto o filme está na pré-viagem e no que antecede ou no própio desastre em si, o filme vai bem; agora, quando a história fica presa só a nave a coisa fica um pouco monótona, e por que não dizer desinteressante.
Ron Howard conduz bem a fita, e sua versatilidade se mostra mais uma vez interessante, ao conduzir muito bem, tanto cenas internas quanto externas, e criar boas imagens de um espaço muito bem delineado pela fotografia, efeitos especiais e direção de arte; porém, não consegue escapar dessa monotonia que atinge parte do filme, até por que não há muito que fazer com a câmera, principalmente nas já citadas tomadas internas. O trabalho de Roward é bom, mas também tem seus pequenos deslizes.
Em suma, estamos diante de um bom filme de ficção (no quesito gênero cinematográfico, lógico), mas que peca em alguns momentos, fazendo com que o mesmo alterne críticas e comentários positivos e negativos. Logicamente, que fãs desse tipo de filme acompanharão com mais afinco e até perdoarão esses probleminhas ao longo de seu andamento, agora, os não muito fãs de ficção, principalmente nesse tipo de ficção feita por Apollo 13 podem achar o filme um pouco chato, mas mesmo assim vale um conferida, já que no geral Apollo 13 acaba fazendo seu papel.
NOTA: 8,0
domingo, 20 de junho de 2010
O LENHADOR
Ficha Técnica
Título Original:The Woodsman
Gênero:Drama
Duração:87 min
Ano De Lançamento:2004
Estúdio:Dash Films / Lee Daniels Entertainment / The Woodsman LLC
Distribuidora:Newmarket Film Group / Imagem Filmes
Direção: Nicole Kassell
Roteiro:Steven Fechter e Nicole Kassell
Produção:Lee Daniels
Música:Nathan Larson
Fotografia:Xavier Pérez Grobet
Figurino:Frank L. Fleming
Edição:Lisa Fruchtman e Brian A. Kates
Elenco
Kevin Bacon (Walter)
Kyra Sedgwick (Vickie)
Eve (Mary-Kay)
Mos Def (Sargento Lucas)
David Alan Grier (Bob)
Benjamin Bratt (Carlos)
Kevin Rice (Candy)
Michael Shannon (Rosen)
Hannah Pilkes (Robin)
Carlos Leon (Pedro)
Sinopse
Após doze anos na prisão por molestar garotas menores de idade, Walter (Kevin Bacon) se muda para uma pequena cidade. Ele vai viver num pequeno apartamento, que fica defronte de uma escola de ensino básico, que está cheia de crianças. Walter arruma emprego em uma madeireira e se mantém o mais reservado possível, mas isto não o impede de se envolver com Vicki (Kyra Sedgwick), uma extrovertida colega de trabalho que promete não fazer nenhum julgamento dele. Porém ele não pode escapar do seu passado e, quando os colegas de trabalho descobrem, se mostram quase nada compreensivos.
CRÍTICA
Um filme que te engana pela capa. O Lenhador tem toda a panca de ser um filme de suspense, e digo isto baseado na primeira impressão que o filme causa ao olharmos o formato da capa, e consequentemente lermos o título, que é tradução literal do título original. Entretanto, é só dar uma conferida na sinopse para verificar que não se trata de um suspense, certeza que chega ao longo do desenrolar do filme.
O fato de o primeiro momento criar em nossa mente um suspense, não interfere na demonstração dramática que o filme toma em posteridade; e isso se deve claramente, ao bom aspecto e a principalmente ao excelente argumento que o Lenhador acaba nos mostrando. Na verdade, o Lenhador é um drama, que surpreende por abordar de forma simples, um assunto extremamente complexo e polêmico: a pedofilia.
O filme é a luta de um homem que acaba de sair da cadeia, onde estava por ser acusado de pedofilia, e acaba se mudando defronte a uma escola, o que faz com que o mesmo acabe se deparando com o objeto de todos os terrores que circundaram a sua vida, e tenha que conviver com eles, como se fosse seu vizinho ao lado.
A fita não tem nada de assombroso, e seu caráter técnico é extremamente simples e pragmático, incluindo mesmo sua direção, que apesar de focar bem os planos e controlá-los de acordo com o querido pelo diretor e ser precisa em seu objeto, não possui nada brilhante ou qualquer movimento espetacular; o que faz com que O Lenhador se sustente em duas bases, porém estas extremamente fortes e competentes, que são o roteiro da fita, e a capacidade de Kevin Bacon no papel do protagonista.
Bacon se mostra muito firme em sua interpretação, como poucas vezes fez em sua instável carreira, mostrando uma grande qualidade e uma introspecção sensacional, já que esta deu um ar de serenidade ao personagem, que depois se tornava muito bem contrária aos momentos de luta e de raiva do personagem central. Tudo isto é puro mérito de Bacon na construção do personagem, o que eleva o caráter do filme, que desemboca em um final até certo ponto surpreendente, devido ao que o personagem central demonstra ao longo de toda a fita.
Em segundo ponto, é impossível não ressaltar o excelente argumento do filme, que não toma partido, mas apenas realiza uma boa análise da luta de um homem contra sua “doença”, mostrando as complicações que o fato de a mesma ser tão presente em sua vida provoca de uma forma calma, porém presente e firme. A firmeza do argumento é realmente brilhante e desemboca em Bacon como uma parceria que não poderia ter outra forma. A pedofilia e os embates que esta provoca no homem estão presentes de forma sutil, já que o filme não é apelativo e não busca o escandaloso em nenhum momento, o que faz com que as ações sejam sempre meio sorrateiras, criando uma sensação de que aquilo acontece em um universo paralelo, mas que se mostra ao contrário quando em alguns momentos aproxima o personagem central e as situações da vida cotidiana.
O Lenhador se mostra um filme realmente interessante e consegue trabalhar de forma cativante e realista, um tema de grande interesse da sociedade atual. Infelizmente o filme não foi bem divulgado e pouco conhecido, mesmo com até certa facilidade em ser encontrado. Talvez a capa não ajude muito e não é todo mundo que se propõe a ler pelo menos a sinopse.
NOTA: 8,0
domingo, 13 de junho de 2010
PRÍNCIPE DA PÉRSIA - AS AREIAS DO TEMPO
Ficha Técnica
Título Original:Prince of Persia: The Sands of Time
Gênero:Aventura
Duração:116 min
Ano De Lançamento:2010
Site Oficial:http://www.principedapersia.com.br
Estúdio:Walt Disney Pictures / Jerry Bruckheimer Films
Distribuidora:Walt Disney Studios Motion Pictures / Buena Vista International
Direção: Mike Newell
Roteiro:Doug Miro e Carlo Bernard, baseado em história de Jordan Mechner e Boaz Yakin e em jogo de videogame criado por Jordan Mechner
Produção:Jerry Bruckheimer
Música:Harry Gregson-Williams
Fotografia:John Seale
Direção De Arte:Maria-Teresa Barbasso, Robert Cowper, David Doran, Gary Freeman, Marc Homes, Jonathan McKinstry, Stuart Rose, Alessandro Santucci, Tino Schaedler, Mark Swain, Luca Tranchino, Marco Trentini e Su Whitaker
Figurino:Penny Rose
Edição:Mick Audsley e Martin Walsh
Efeitos Especiais:Double Negative / Cinesite / FB-FX / Lipsync Post / Moving Picture Company / Nvizible / Plowman Craven & Associates
Elenco
Jake Gyllenhaal (Príncipe Dastan)
Gemma Arterton (Tamina)
Ben Kingsley (Nizam)
Alfred Molina (Sheik Amar)
Gísli Örn Garoarsson (Vizir)
Daud Shah (Asoka)
Stephen A. Pope (Roham)
Miranda Booth (Avrat)
Ronald Pickup (Rei Sharaman)
Charlie Banks (Rei Sharaman - jovem)
Selva Rasalingam (Capitão persa)
Toby Kebbell
Reece Ritchie
Richard Coyle
Ambika Jois
Sinopse
Pérsia, Idade Média. Dastan (Jake Gyllenhaal) é um jovem príncipe, que auxilia o irmão a conquistar uma cidade. Lá ele encontra uma estranha e bela adaga, a qual decide guardar. Tamina (Gemma Arterton), a princesa local, percebe que Dastan detém a adaga e tenta se aproximar dele para recuperá-la. A adaga possui o poder de fazer seu portador viajar no tempo, quando dentro dela há areia mágica. Só que Dastan é vítima de um golpe. Ele é o encarregado de entregar ao pai, o rei Sharaman (Ronald Pickup), uma túnica envenenada, que o mata. Perseguido como se fosse um assassino, ele precisa agora provar sua inocência e impedir que a adaga caia em mãos erradas.
CRÍTICA
Blockbuster baseado em jogo de videogame que ficou famoso a partir dos anos 80 e que agora virou filme através das mãos de Jerry Bruckheimer e dos estúdios Disney. Como um bom blockbuster estadunidense, a intenção mor de Príncipe Da Pérsia é atingir o público e gerar milhões de dólares, e isso fica bem explícito ao longo de todo o filme.
A fita é um apanhado de detalhes e interferências de filmes anteriores que, se não são do mesmo gênero que este, em si, por assim dizer, pelo menos se aproxima do mesmo em alguns momentos. Dessa maneira, temos um pouco de Matrix nas cenas de ação, um pouco de O Senhor Dos Anéis nas posições de câmera e na construção de grupos de batalha ou coisas assim, e um pouco de Piratas do Caribe, tanto na produção (afinal, o produtor é o mesmo), como na disposição do roteiro e nos elementos de construção dos personagens.
Quem me conhece sabe muito bem que videogame não é o meu forte, mas pelo pouco que conheço do jogo tratado em questão, o ponto alto da fita se torna a reprodução de uma forma até bem fiel, dos elementos do jogo, o que deve agradar e muito os fãs deste último. A temática é a mesma, as armas, e até mesmo os lugares e demonstrações, sejam eles de lutas, ou apenas de movimentos das mesmas, se parecem bastante.
Entretanto, como cinema em si, o filme quase não se salva em nada. Com exceção de uma boa fotografia e cenografia, um figurino caprichado, efeitos especiais ótimos e uma mixagem de som vibrante, Príncipe Da Pérsia não consegue vencer as barreiras do blockbuster comum, e não se destaca em nada a não ser nas partes técnicas, ou seja, onde o dinheiro é mais necessário que o talento.
Roteiristicamente falando, Príncipe Da Pérsia é recheado de baboseiras, romantismos exagerados, piadas sem graça e reviravoltas bobas e comuns. Em muitos momentos, temos a sensação de que a coisa não anda já em outros momentos tudo voa, sempre se intercalando nesse meio, uma ou outra briga ou coisa assim, afinal, é um filme de ação e mais importante que a história ou a qualidade do argumento, está o fato de que tem que haver luta, não importa como, nem quando e nem como a mesma se justifique. Como o filme é baseado em um jogo de videogame, não é de se esperar qualquer fidelidade com os fatos históricos ou coisa assim, dessa maneira, seria covardia qualquer comentário do gênero, fazendo com que passemos então adiante.
O elenco é um problema bem sério da fita. Jake Gyllenhaal não corresponde muito bem, e a construção de seu personagem em vários momentos destoa do caráter, ou até mesmo do amadurecimento proposto por sua interpretação, já que não se sabe ao certo sua idade, por que como adulto ele é um ótimo jovem, e como jovem ele é um amadurecido adulto, o que acaba gerando esta dúvida em nossa mente. Gemma Arterton é um nada, e consegue piorar ao longo da fita, gerando as piores e mais chatas situações do filme. O elenco secundário também não responde bem, e até mesmo o ótimo Ben Kingsley está burocrático e por que não dizer seco demais; para não afundarmos tudo, se salva Alfred Molina, que está sensacional na pele de Sheik Amar, e é responsabilidade do mesmo, as boas piadas e momentos do filme.
Apesar de uma interessante e plausível virada no final, que funciona muito bem, Príncipe Da Pérsia é um filme de médio para fraco, que por sua vez variará de acordo com o seu humor ao ver este filme. Se você é fã do videogame ou é fã de filmes cujo principal ponto é lutas e mais lutas, talvez este seja uma boa pedida, agora se você procura algo mais bem feito, bem elaborado e por que não dizer mais inteligente, pule fora, pois Príncipe Da Pérsia é um filme para render milhões de dólares e não milhões de dúvidas ou pensamentos acerca do mesmo.
NOTA: 5,0
sábado, 5 de junho de 2010
O DESTINO DE POSEIDON
Ficha Técnica
Título Original:The Poseidon Adventure
Gênero:Drama
Duração:117 min
Ano De Lançamento:1972
Estúdio:Kent Productions
Distribuidora:20th Century Fox Film Corporation
Direção: Ronald Neame
Roteiro:Wendell Mayes e Stirling Silliphant, baseado em livro de Paul Gallico
Produção:Irwin Allen
Música:Joel Hirschhorn, Al Kasha e John Williams
Fotografia:Harold E. Stine
Figurino:Paul Zastupnevich
Edição:Harold F. Kress
Elenco
Gene Hackman (Reverendo Frank Scott)
Ernest Borgnine (Michael Rogo)
Red Buttons (James Martin)
Carol Lynley (Nonnie Parry)
Roddy McDowall (Sr. Acres)
Stella Stevens (Linda Rogo)
Shelley Winters (Belle Rosen)
Jack Albertson (Manny Rosen)
Pamela Sue Martin (Susan Shelby)
Arthur O'Connell (John)
Eric Shea (Robin Shelby)
Fred Sadoff (Linarcos)
Sheila Allen (Enfermeira Gina)
Leslie Nielsen (Capitão Harrison)
Sinopse
Em virtude de um maremoto, um transatlântico de luxo é atingido na véspera de Ano Novo por uma onda gigantesca, fazendo-o virar totalmente. Os sobreviventes do choque inicial são liderados pelo reverendo Frank Scott (Gene Hackman) e tentam escapar de qualquer maneira da embarcação.
CRÍTICA
O cinema catástrofe que vingou com grande força pelo mundo principalmente nos anos 70, talvez encontre neste trabalho do diretor Ronald Neame seu maior representante, maior clássico e o mais importante de todos os filmes já realizados que se utilizam desta temática.
A idéia básica é simples, e ainda hoje gera muitos filmes que em sua maioria não conseguem o mesmo efeito e a mesma intensidade desta fita da qual vos falo. Parte-se de três pontos: uma obra grandiosa da humanidade para ser a vítima (neste caso o navio Poseidon, um transatlântico de luxo), um fenômeno natural para ser a causa do desastre, que a simples intenção, em sua maioria de mostrar o quão pequeno o homem ainda é perante a natureza, basta ver o diálogo entre o homem que quer o navio a toda velocidade e o capitão dizendo para haver respeito com o mar (algo que também acontece em Titanic, por exemplo); neste segundo ponto, nosso exemplo é o maremoto; e o último dos três pontos é o homem e suas personalidades, sendo que resta sempre um grupo seleto de personagens recém apresentados no prólogo do filme de formas diversas e normalmente simples, para depois se tornarem os sobreviventes ou os que lutarão pela sobrevivência.
O Destino de Poseidon então parte dessas três premissas básicas e cria uma ambiente extremamente interessante, onde as minúcias dos personagens se debatem em situações extremas. Tudo está destruído e o navio de cabeça para baixo no meio do oceano, sendo assim, o que resta ás pessoas é superarem seus medos e preconceitos e se unirem para a sobrevivência, com a mensagem subliminar bem simples de que “a vida é sempre o mais importante”.
Aquilo que alguns consideram um defeito em o Destino de Poseidon, eu julgo com uma de suas melhores qualidades, que é a falta de tomadas externas do navio naufragado, sendo que o filme é basicamente de filmagens internas do desastre. Os efeitos da época eram ainda bem limitados, e Neame conseguiu com essa estratégia, fazer com que o filme não soasse “fake” em nenhum momento. Ora, se toda a ação se passa dentro do navio, e os efeitos ainda não são tão confiáveis como a câmera de Neame e o elenco inspirado como um todo, não existiria nenhum motivo realmente válido para a estratégia ter sido outra.
O drama e a ação se unem em caldeiras que explodem, fogo por todos os lados se contrapondo à água que não para em nenhum momento de atormentar os sobreviventes. Tudo cola muito bem, e cunha um ambiente perfeito para criar no espectador a agonia e o desespero sofrido por aqueles que ali estão vivendo e lutando por suas vidas em situações completamente limites, mas que em todos os momentos acabam deixando a sua humanidade e o valor a vida extremamente a mostra, mesmo que a tragédia e a catástrofe estejam sempre presente e em primeiro lugar na fita. .
O Destino de Poseidon não se tornou um clássico do cinema a toa. É um filme muito bom, que nos leva ao extremo das coisas com uma realidade que talvez hoje seja um pouco maquiada pelo excesso de efeitos, explosões e toda essa parafernália. Além disso, vale à pena dar uma conferida em Leslie Nielsen na caracterização de um dos seus poucos personagens sérios (no sentido de não comédia).
NOTA: 9,0
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O SOLISTA
Ficha Técnica
Título Original:The Soloist
Gênero:Drama
Duração:117 min
Ano De Lançamento:2009
Site Oficial:http://www.soloistmovie.com/
Estúdio:DreamWorks SKG / Universal Pictures / Studio Canal / Participant Media / Krasnoff Foster Productions / Working Title Films
Distribuidora:DreamWorks SKG / Universal Pictures / Paramount Pictures / UIP
Direção: Joe Wright
Roteiro:Susannah Grant, baseado em livro de Steve Lopez
Produção:Gary Foster e Russ Krasnoff
Música:Dario Marianelli
Fotografia:Seamus McGarvey
Direção De Arte:Greg Berry e Suzan Wexler
Figurino:Jacqueline Durran
Edição:Paul Tothill
Efeitos Especiais:Double Negative
Elenco
Jamie Foxx (Nathaniel Ayers)
Robert Downey Jr. (Steve Lopez)
Michael Bunin (Adam Crane)
Marcos de Silvas (Prefeito Antonio Villaraigosa)
S. Zev Esquenazi (Sargento Hendrickson)
Artel Great (Leon)
Justin Rodgers Hall (Sargento Harris)
Lisa Gay Hamilton (Jennifer)
Rachel Harris (Leslie)
Tom Hollander (Graham Claydon)
Catherine Keener (Mary Weston)
Edward Kiniry-Ostro (Craig)
Susana Lee (Marisa)
Wayne Lopez (Oficial Hank)
Justin Martin (Nathaniel Ayers - 13 aos 16 anos)
David Jean Thomas (Jim Trotter)
Lorraine Toussaint (Flo Ayers)
Ilia Volok (Sr. Barnoff)
Maggie Wagner (Sra. Villaraigosa)
Jena Malone
Sinopse
Steve Lopez (Robert Downey Jr.) é um colunista famoso do Los Angeles Times e vive em busca de uma história incomum. Em um dia como outro qualquer, não exatamente em sua busca por uma matéria, ele ouve na rua uma música e descobre Nathaniel, tocando muito bem num violino de apenas duas cordas. Seu nome é Nathaniel Ayers (Jamie Foxx), um dos milhares de sem teto das ruas de Los Angeles, ex músico que sofre de esquizofrenia, sonha em tocar num grande concerto e é um eterno apaixonado por Beethoven. Lopez prepara uma coluna sobre sua descoberta e recebe de um leitor, como doação, um instrumento para o músico. É o começo de uma amizade que poderá mudar para sempre suas vidas. Baseado em fatos reais.
CRÍTICA
Uma história real de talento e tristeza, aliada a componentes meio dramáticos, meio complexos e de certo modo pouco empolgantes. Não há dúvida, sobre a capacidade técnica daqueles que estão por trás de O Solista, agora, o filme tem a faca e o queijo na mão, mas por algum motivo deixou escapar alguma coisa, pois o filme é tecnicamente perfeito, mas perde na questão da assimilação por parte do público, ou seja, o filme é um pouco monótono e por que não dizer um pouco chato.
A fita é uma alternância de bons e maus momentos, de bons e maus aspectos, que vão desfilando a nossa frente e mostrando o principal defeito da fita, seu lento andamento. São quase duas horas, que parecem ser muito mais, e que apresentam uma falta de dinâmica que prejudica muito a fita, fazendo com que possa haver alguns roncos ou bocejos ao longo de sua exibição.
Tecnicamente o filme é até interessante. Uma boa atuação de Downey Jr. E um Jamie Foxx simplesmente sensacional. O filme tem uma bela trilha sonora (afinal o violoncelo é um instrumento de grande beleza), e eu particularmente achei muito bem focada a direção de Joe Wright. O diretor mantém o espectador sempre distante, como um simples espectador de uma história mesmo, abrindo os planos de imagem para gerar essa sensação de distância, além de recuar bastante sua posição. Entretanto, isso se dá apenas, enquanto os dois personagens conversam ou discutem, quando a música do personagem de Foxx entra em cena, assim como as impressões do personagem de Downey Jr, Wright fecha os planos e aproxima a câmera, para aí sim tentar nos levar para dentro de tudo aquilo, e que apesar de a já citada monotonia do filme, produz resultados bem válidos.
O roteiro esbarra em vários momentos. Em alguns momentos os diálogos são de uma velocidade muito grande, o que gera até certa dificuldade de acompanhamento por parte do espectador. Já em outras partes, demora para acontecer, e quando acontece não produz boas respostas deixando alguns buracos e situações mal explicadas. A idéia e o escopo geral são bem contundentes, mas o desenvolvimento encontra várias dificuldades, e derruba o nível do filme lá embaixo.
Resumindo, estamos diante de uma obra que poderia ter sido muito melhor. A história é boa, os atores são bons e o diretor mostrou que tem talento, mas a falta de dinâmica e um roteiro mal elaborado, no quesito detalhes e desenvolvimento fizeram com que O Solista caísse muito de nível, ficando como um filme de médio para ruim, sendo que no primeiro ponto, sua consideração exige até certa bondade do espectador. Infelizmente os defeitos acabam se sobressaindo.
NOTA: 4,5
Assinar:
Postagens (Atom)









