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sexta-feira, 13 de março de 2009

EUROTRIP - PASSAPORTE PARA A CONFUSÃO



Ficha Técnica

Título Original: Eurotrip
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (EUA / República Tcheca): 2004
Site Oficial: www.eurotrip-themovie.com
Estúdio: Stillking Films / Blue Sea Productions Inc. / The Montecito Picture Company Distribuição: DreamWorks Distribution LLC / UIP
Direção: Jeff Schaffer
Roteiro: Alec Berg, David Mandel e Jeff Schaffer
Produção: Alec Berg, Daniel Goldberg, David Mandel e Jackie Marcus
Música: James L. Venable
Fotografia: David Eggby
Desenho de Produção: Allan Starski
Direção de Arte: David Baxa, Jindrich Kocí e Nenad Pecur
Figurino: Julia Caston e Vanessa Vogel
Edição: Roger Bondelli
Efeitos Especiais: Pacific Title / Digital Dimension / Smoke and Mirrors / HimAnI Productions Inc. / Black Pool Studios


Elenco

Scott Mechlowicz (Scott Thomas)
Jacob Pitts (Cooper Harris)
Kristin Kreuk (Fiona)
Cathy Meils (Sra. Thomas)
Nial Iskhakov (Bert)
Michelle Trachtenberg (Jenny)
Travis Wester (Jamie)
Matt Damon (Donny)
Molly Schade (Candy)
Jakki Degg (Missy)
Lenka Vomocilova (Sissy)
Jessica Boehrs (Mieke Schmidt)
Patrick Rapold (Christoph)
Lucy Lawless (Madame Vandersexxx)
Jana Pallaske (Anna)
Steve Hytner (Fada Verde)
Vinnie Jones (Hooligan)
J.P. Manoux (Homem-Robô)
Fred Armisen (Italiano no trem)
Walter Sittler (Pai de Mieke)
Jack Marston (Papa)
Jeffrey Tambor (Pai de Scott)


Sinopse

Após se formar no 2º grau, Scott Thomas (Scott Mechlowicz) pensa em passar o verão com Fiona (Kristin Kreuk), sua namorada. Porém ela lhe dá um tremendo fora. Para piorar Scott segue os conselhos de Cooper Harris (Jacob Pitts), seu melhor amigo, e manda um e-mail desaforado para um amigo, Mieke (Jessica Boehrs), que mora em Berlim, pois Cooper acha que Mieke é gay. Só então descobre que Mieke é uma bela jovem, mas Scott não pode nem tentar se retratar, pois seu e-mail foi bloqueado por ela. Assim ele decide ir até Berlim achar Mieke, juntamente com Cooper. Viajando de um jeito econômico, eles vão primeiramente para Londres, que seria a primeira etapa de muitas confusões na tentativa de achar Mieke.



CRÍTICA


Brasileiro é no mínimo um povo interessante quanto a parcialidade e a aceitação de algumas situações, desde que "não coloquem o dele na reta". Me lembro quando saiu aquele filme Turistas, que aborda o Brasil de uma forma um pouco duvidosa ou o estardalhaço de algumas pessoas quando os Simpsons fez aquele episódio em que o Brasil é totalmente humilhado; todavia, vários desses mesmos brasileiros adoram um filme que faz a mesma coisa, só que com os europeus.

Eurotrip é um filme preconceituoso do início ao fim, aborda a Europa por uma temática ofensiva, parcial, inescrupulosa e mentirosa em seu grau máximo. Tá, tudo bem que o filme é uma comédia, e que talvez essa seja sua função: escrachar mesmo. Não creio que este tipo de argumento seja válido, já que as boas comédias são aquelas que conseguem exatamente o contrário; que é nos fazer rir, escrachar, sem ofender ou mentir, apenas criticar de uma forma contundente e válida, sem eufemismos ou malícias abusivas e sem sentido.

Se levarmos em conta as situações que ocorrem no filme, o buraco fica ainda mais fundo, já que são situações inusitadas e praticamente impossíveis de acontecer. Aquela sequência no Vaticano é um absurda falha de andamento, a visão do filme sobre a Eslováquia é revoltante e a passagem deles pela Holanda, só mostra a inveja e a vontade que todas as pessoas possuem por ver que pelo menos algumas pessoas do mundo conseguem passar a frente de seu tempo.

Um filme só para estado-unidenses e que deveria provocar revolta em outros países, pois é pela aceitação de filmes preconceituosos como este, que o circuito consegue encaixar outros e aí quando se mexe com o seu, a coisa aperta. Logicamente, que se os europeus ou nós mesmos fizéssemos um filme sobre os Estados Unidos com um terço da dose de preconceito que este possui, ele seria barrado e não entraria no gama de filmes que a população assistiria; e pensando um pouco melhor, talvez seja por motivos pequenos como esses e outros grandes que não vem ao caso neste texto que eles acabem sempre se saindo melhor que as outras nações.

Tirando esse aspecto, o filme peca em outras situações, como a atuação de Jacob Pitts que é de um mal gosto sem fim, e de Jessica Boehrs que aparece pouco, mas o suficiente para nem mesmo sua beleza salvar a dureza e falta de sentimento de sua atuação.Além disso, o filme tem um final péssimo, sem sentido e impossível de se acontecer, assim como várias outras situações a que o roteiro se submete. Salve uma piada ou outra e você terá mais um filme de adolescentes, igual, sem graça, com as mesmas preocupações fúteis e superficiais de sempre, que a maioria daqueles que entram nos nossos cinemas atualmente, só que este ainda é preconceituoso e mentiroso.

Uma lamentável e complicada experiência cinematográfica, que só mostra mais uma vez a deturpação da sétima arte e a crise sem fim em que o gênero da comédia está. E o pior, o filme é adorado por várias pessoas e vai continuar sendo, já que essas pessoas acreditam que se for pra dar uma risada ou divertir, vale ofender de forma mentirosa como este filme faz.

NOTA: 1,0