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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

MAMMA MIA! - O FILME


Musical baseado em uma peça da Broadway e que tem como músicas para o pano do desenvolvimento de seu roteiro os sucessos do grupo mundialmente conhecido ABBA. A sinopse é o seguinte:  jovem garota que está prestes a se casar convida três homens para a cerimônia e o motivo é básico; já que qualquer um deles pode ser o seu pai. É a partir da busca de Sophie (Amanda Seyfried), que a ação do filme acontece.

Entretanto pode haver alguma confusão, já que o centro do filme não é só Sophie, e sim sua mãe Donna (Meryl Streep), e as armadilhas que a presença dos três homens com quem se envolveu em um longínquo verão criam. Dito isto, temos que as músicas do grupo ABBA (muitas delas clássicos de uma geração), se encaixam muito bem, em um roteiro que tem qualidades interessantes, porém defeitos bem chatos de se aguentar.

Musicais são filmes difíceis de se fazer, pois beiram o exagero o tempo todo e Mamma Mia cai nesses exageros em vários momentos. Acredito que uma boa parte da responsabilidade por estes exageros é da estreante diretora Phyllida Lloyd, que apesar de não ter feito um trabalho ruim como um todo, peca em alguns momentos, basta ver como é mal filmado o número de The Winner Takes It All, que tinha tudo para ser um dos grandes momentos do filme, mas não ficou tão interessante assim.

A parte técnica e artística leva tranquilo. Os figurinos são bem escolhidos, assim como os trabalhos simples de maquiagem e direção de arte. Destaque também para o ótimo trabalho de edição e de fotografia, proporcionando belas imagens e ótimo momentos ao longo da fita.

O elenco é ao mesmo tempo um triunfo e um problema. Enquanto Meryl Streep mostra o por que tem o nome que tem, esbanjando talento e cantando com emoção e qualidade (percebendo isso, Lloyd foi esperta e atribuiu a Streep o maior número de partes musicais do filme), o restante do elenco se torna problemático, pelo menos em sua maioria. Dos três possíveis pais de Sophie o único que se salva é Colin Firth, que de certo está acostumado a este tipo de personagem, e mesmo aparecendo pouco, faz seu trabalho direitinho. Stellan Skarsgard é um bom ator, porém não se encaixou em um personagem canastrão como o que lhe atribuíram; porém, mesmo desconfortável Skarsgard ainda está bem melhor que Pierce Brosnan, que é de longe o pior do elenco. Brosnan está preso, sem motivação, duro e o pior: não sabe cantar, o que torna seus momentos ao longo do filme um negócio sofrível.

Entre as mulheres coadjuvantes, Julie Walters e Christine Baranski acompanham Streep nos melhores momentos do filme, cantando muito bem e com bastante desenvoltura (basta ver o show que as três proporcionam do número de Dancing Queen, o melhor momento do filme), enquanto que Seyfried parece estar com pilha Duracell e não para de pular e sorrir um minuto, gerando até uma certa irritação no espectador, já que soa um pouco forçado.

Mamma Mia é um dos raros musicais da atualidade, e por mais que possui vários defeitos, pode ser recomendado para fãs do gênero, mas somente para estes, ou para fãs de ABBA, por que do resto acho difícil qualquer afinidade com a fita. É bem escrito, tem bons momentos, e um certo caráter de nostalgia que cria um ambiente interessante, porém é só isso. Um filme mediano, que alterna momentos bons e ruins e que dependerá da abertura do espectador ao gênero para conseguir exercer seu potencial, e mesmo assim ainda corre algum risco de não conseguir, basta ver que eu sou um fã do gênero, e ainda coloquei várias ressalvas no filme.


NOTA: 6,0

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